sexta-feira, 13 de março de 2015

Festival de teatro Palco Giratório Recife deixa de existir

Iniciativa, promovida pelo Sesc e tradicionalmente realizada no mês de maio, vai ter suas atividades descentralizadas pelo Estado e realizadas ao longo do ano

Publicação: 13/03/2015 15:48 Atualização: 13/03/2015 16:28

Espetáculo "Exu - a boca do universo" abre o Projeto Palco Giratório em Pernambuco este ano. Crédito: Andrea Magnoni/Divulgação


Mais um festival de teatro do Recife deixa de acontecer, ao menos no formato conhecido pela cidade ao longo dos últimos anos. É o Palco Giratório, realizado pelo Serviço Social do Comércio (Sesc), que, em vez de ser realizado no mês de maio, como já acontecia há várias edições, vai ter suas atividades descentralizadas pelo Estado e realizadas ao longo de 2015. A mudança foi anunciada pelo gerente de Cultura do Sesc Pernambuco, José Manoel Sobrinho, em entrevista ao Diario de Pernambuco. É o segundo festival de grande porte do Recife que anuncia mudanças em suas atividades - no fim do ano passado, o Festival Recife de Teatro Nacional não aconteceu por ter se tornado bienal.


No ano passado, o Palco Giratório já tinha diminuído suas atividades complementares com relação a 2013, mas seu formato, que abrangia a apresentação de peças de vários estados brasileiros no Recife e a realização de oficinas ao longo do mês de maio, tinha sido preservado. Em 2015, 20 grupos vão se apresentar nacionalmente, mas apenas 12 vão aportar em Pernambuco, de março a novembro. O cronograma também foi antecipado: o primeiro espetáculo a se apresentar, Exu - a boca do universo (BA), já tem apresentações marcadas para o próximo dia 23, em Petrolina. As outras cidades contempladas pela programação do Palco Giratório são Arcoverde, São Lourenço da Mata, Recife, Goiana, Triunfo, Garanhuns, Belo Jardim, Buíque, Ouricuri, Bodocó, Araripina, Surubim e Caruaru, além do Recife. 

Segundo José Manoel, a mudança de formato do Palco Giratório não aconteceu por questões financeiras. “Não há uma diminuição dos recursos, mas sim um reordenamento para outros projetos. Existe uma confusão muito grande entre o Projeto Palco Giratório e o Festival Palco Giratório. Este é um equívoco conceitual com o que não concordamos. O festival de teatro no Recife era apenas uma das dimensões de um projeto maior. A mudança não foi uma atitude isolada nem uma decisão da direção do Sesc. Foi uma decisão técnica e eu assumo a responsabilidade por ela”, argumenta. O orçamento do Projeto Palco Giratório para o ano passado foi de R$ 1,75 milhão, enquanto que, para este ano, o montante foi de R$ 1,88 milhão, cerca de 20% de todo o orçamento de cultura do Sesc Pernambuco, calculado em R$ 9,19 milhões. 

Ainda de acordo com José Manoel, essa mudança de rota foi motivada por uma demanda mais forte no interior. “A orientação política do Sesc é ter uma atuação equilibrada no Estado todo e percebemos que o Palco Giratório tinha perdido força fora do Recife. Este ano vamos ter quatro Aldeias, mostras de arte e cultura de grande dimensão, enquanto no ano passado tivemos apenas uma. Vamos fortalcer as mostras locais, intensificar o intercâmbio de grupos e pensar em estratégias de residência artística, além de dar um mergulho mais intenso em ações formativas”. 

Além de trazer espetáculos do Brasil inteiro ao Estado, a ação vai levar, este ano, duas produções locais para circular nacionalmente: O silêncio e o caos, de Dielson Pessôa, e uma apresentação do Balé Popular do Recife, que faz parte do Circuito Especial do Palco Giratório, espécie de homenagem concedida a apenas um grupo ou artista por ano.

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