sexta-feira, 22 de setembro de 2017

PREFEITURAS DO BRASIL VIVEM UM CAOS FINANCEIRO NA GESTÃO TEMER


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A combinação entre a histórica desigualdade na divisão de território entre União, Estados e Municípios, com o aumento das despesas e a queda vertiginosa da arrecadação em razão da crise econômica esvaziando cofres e planos de gestão nas prefeituras, deixando-os praticamente vazios, leva essa crise diretamente aos bolsos do funcionalismo municipal, onde o alarmante percentual de 72% dos municípios faz com que os prefeitos não venham tendo condições de pagar em dia o salário dos funcionários municipais.


MINAS GERAIS

“Quando a receita cai, as prefeituras ficam numa situação de desequilíbrio total. É com esse recurso que o Executivo paga a seus servidores. Prefeitos relatando que estão cortando custos, demitindo, parcelando salários. Não tem o que fazer, eles dependem do repasse”, afirma a economista Angélica Ferreti da Associação Mineira dos Municípios.

Na prefeitura de Uberlândia no rico Triângulo Mineiro, a prefeitura está com o pagamento em atraso e sem data específica para pagar. “O atraso no pagamento de salários dos servidores municipais de Uberlândia ocorre há vários meses em decorrência da queda da receita”, diz o prefeito Gilmar Machado.

MATO GROSSO

Desde agosto deste ano salários dos servidores municipais na prefeitura de Rondonópolis não são pagos em dia. Rubens Paulo, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais declarou: O servidor há três meses não tem data certa para receber o salário, causando transtorno à sua vida.

RORAIMA

Prefeito Josué Matos cancelou contratos de funcionários e exonerou os nomeados do município de Mucata, região Centro-Oeste de Roraima. Josué divulgou Nota Oficial onde esclarece que as demissões ocorreram dentro da Lei, e em consonância com a crise que se abateu as finanças da prefeitura.

PIAUÍ

No município de Boa Hora, no estado do Piauí, “a prefeitura de Boa Hora está no momento mergulhado numa forte crise financeira” diz o prefeito José Resende e com atraso de salários de vigias, zeladores e secretários de escolas.

“A tendência é essa situação se agravar mais ainda em novembro e dezembro, já que as transferências federais tendem a diminuir em alta escala” diz Arinaldo Antonio Leal, presidente da Associação Piauiense dos Municípios.

“Num efeito dominó, o rombo dos orçamentos públicos chegam ao elo mais fraco na prefeitura” diz Firmino, prefeito de Teresina capital do Piauí, e prossegue “com caixa apertado, os prefeitos lançam medidas para fechar as contas, que inclui demissões e redução de expediente dos órgãos públicos”, encerra o prefeito.

  TOCANTINS

“Com 111 das 139 prefeituras do Tocantins em crise, iniciaram-se as demissões pelos municípios”, declarou o presidente da Associação Tocantinense dos Municípios, João Emídio Miranda.

PARÁ

A gravíssima crise nacional fez o prefeito Zenaldo Coutinho de Belém do Pará, determinar corte nos custos e economizar nas contas de luz, telefone, transporte e até nos gastos com fotocópias, nas secretarias municipais. Zenaldo também diminuiu a jornada de trabalho, e suspensão de pagamento de horas extras.

SANTA CATARINA

Vários prefeitos catarinenses recorrem a medidas drásticas como atrasar salários dos servidores, demissões, paralisação e atraso das obras de infra-estrutura. “Quem achava que a crise não chegaria às nossas prefeituras, enganou-se”, alertou o prefeito de Itajaí, Jandir Bellani.

ACRE

“Crise nas prefeituras acreanas provocam demissões em massa, e a diminuição dos repasses federais nos leva a exonerar servidores”, diz Vagner Sales, prefeito de Cruzeiro do Sul no Acre.

PERNAMBUCO

“Em decorrência da crise na arrecadação nos municípios pernambucanos, 110 gestores já colocaram o risco de não pagar o 13 º salário, e demissões de servidores municipais”, diz o prefeito de Moreno, Adilson Gomes Filho.

Profissionais da saúde, educação, efetivos e contratados em Arapina, sertão de Araripe em Pernambuco, vivem com os salários em atraso, e até mesmo o não cumprimento do calendário de parcelamento dos pagamentos em atraso, e a secretária de Educação do município, Kalyne Ramos comprometendo-se a regularizar a situação dos servidores, não comparecendo a reunião com o Sindicato dos Servidores Municipais alegando questão de saúde, o que revoltou ainda mais o funcionalismo.

ALAGOAS

Noventa por cento das prefeituras de Alagoas não vão conseguir pagar o 13º Salário aos seus servidores é o que afirma o jornalista Bernardino Souto do Diário de Arapiraca.

MARANHÃO

Em Chapadinha cidade com 78.348 habitantes, a crise que abate as prefeituras no momento, fez com que o Prefeito Magno Bacelar demitisse funcionários. SANTA Luzia, está com o salário dos servidores da educação em atraso devido desconto de 2.062,000 (dois milhões de sessenta e dois mil) na conta do fubdeb, Santa Inês vive seus piores dias na educação com uma greve que após um mês de paralização  terminou agora e nessa situação de calamidade financeira vivem 80 prefeituras do Estado.

AMAZONAS 

Secretário-Geral da Associação dos Municípios do Amazonas, e prefeito do município de Juniá, afirmou que a maioria dos prefeitos não terá como efetuar o pagamento dos 13 º salário dos funcionários públicos.

A prefeita de Benjamin Constant, Iracema Silva disse que “essa nuvem escura que se abate sobre as prefeituras, nos deixa entre a cruz e a espada, e infelizmente a única saída para nós prefeitos, é o caminho das demissões”.

RIO GRANDE DO NORTE

Segundo a Confederação Nacional dos Municípios, das 167 prefeituras do estado do Rio Grande do Norte, 16% já informaram que não terão como pagar o 13º salário, e estão demitindo funcionários.

Terceira maior cidade do Rio Grande do Norte, Parnamirim assiste a sua prefeitura anunciar que não tem certeza se conseguirá honrar a folha de dezembro e o pagamento do 13º salário.

Ivan Lopes Junior, prefeito do município de Assú, exonerou 300 servidores. “Ou eu tomaria essa medida ou não pagaria os salários dos servidores públicos”, afirmou o prefeito açuense.

BAHIA

Prefeito Jabes Ribeiro de Ilhéus aponta com elevado número de demissões. Claudeovane Leite, prefeito de Itabuna, inicia com 250 demissões, e por ai vão as prefeituras baianas no mesmo caminho, demitindo servidores pela crise do repasse de verbas pelo governo federal.

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