Padre Airton Freire é absolvido pela Justiça de Pernambuco em processo sobre crime sexual
Segundo a defesa do sacerdote, a sentença considerou que as provas periciais produzidas durante a investigação apresentaram elementos que contradizem a versão apresentada pela denunciante.
Segundo a defesa do sacerdote, a
sentença considerou que as provas periciais produzidas durante a investigação
apresentaram elementos que contradizem a versão apresentada pela denunciante,
identificada como Silvia Tavares, inviabilizando a comprovação da acusação.
Procurado, o Tribunal de Justiça
de Pernambuco (TJPE) informou que o processo tramita em segredo de justiça,
conforme o artigo 234-B do Código Penal.
De acordo com o tribunal, o
sigilo tem como objetivo preservar a intimidade das partes envolvidas,
especialmente da denunciante, o que impede a divulgação de detalhes sobre a
tramitação, decisões e eventuais recursos.
Com a decisão desta segunda-feira
(30), também foi absolvido Jailson Leonardo da Silva, motorista, que de acordo
com a denúncia, teria cometido o estupro sob ordens do padre, que se masturbava
enquanto presenciava a cena.
O líder religioso estava em
prisão domiciliar desde 14 de julho de 2023.
Histórico do caso
O imbróglio jurídico teve início
em maio de 2023, quando Silvia Tavares tornou pública a acusação de um estupro
que teria ocorrido em agosto de 2022. Segundo o relato da mulher, que mantinha
relação de proximidade com o padre, o crime teria sido executado pelo motorista
a mando do religioso.
Após o relato de Silvia para a
Polícia, outras denúncias também foram feitas por três mulheres e um homem.
Airton freire foi acusado de praticar crimes sexuais, violência psicológica e outros abusos contra mulheres que viviam, trabalhavam ou participavam de atividades religiosas na Fundação Terra, instituição que ele fundou e que fica sediada em Arcoverde, no Agreste de Pernambuco.
